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sábado, 15 de agosto de 2009

Marina Silva embaralha sucessão presidencial de 2010

A maior parte do PT está assustada - e com razão - com a possível candidatura à Presidência de Marina Silva (foto). Uma outra parte do PT faz de conta que o nome de Marina aparece apenas como especulação, etecétera e tal. Mas tem outro grupo dentro do Partido dos Trabalhadores que aposta na candidatura dela e torce a eu favor. Na verdade, e quem conhece a política sabe bem, a senadora Marina Silva vai ser candidata, sim, queira o PT ou não - e vai levar muitos, muitos votos de seus companheiros petistas.
Leonardo Barreto, professor da Universiade de Brasília (UnB) disse recentemente o que já se sabia: com a entrada do nome de Marina Silva na disputa pelo PV, está tudo embaralhado. Os aliados de Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil, correm para apagar o incêndio, mas parece que o "Corpo de Bombeiros" não está conseguindo parar o fogo: em pesquisa recente, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva já ultrapassa Dilma Rousseff. É. embaralhou mesmo. O quadro sucessório presidencial para 2010 ainda vai dar o que falar e se mostrar mais real. Por enquanto, está embaralhado, e muito.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

PT tenta parar Marina Silva, mas...

Na tentativa de evitar o lançamento da candidatura da senadora Marina Silva (PT-AC) à Presidência da República pelo PV, o PT tenta convener a senadora a permanecer na legenda e não ser candidata.
O presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), se reuniu esta manhã com a senadora, mas Marina reafirmou que ainda não se decidiu, mas que está refletindo sobre a decisão a ser tomada sobre o seu futuro político. O partido de Lula está assustado com a ideia de Marina Silva ser candidata.
É fato: Marina Silva se entusiasmou com a ideia de ser candidata e vai deixar o PT daqui a pouco. Está só arrumando as malas. Em 2010, o PT querendo ou não, Marina Silva estará na disputa pela sucessão de Lula, sim, e pelo PV. Os caciques do PT tentam brecar a senadora, mas ela não é de se deixar convencer por quem conhece tão bem, inclusive Berzoini, que tenta apenas beneficiar Dilma.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

É uma ordem

A ministra Dilma Rousseff, que não gosta de aparecer em entrevistas, vai ter que aparecer. É ordem de Lula. Ou ela aparece, ou dança. O presidente sabe que um apoio dele tem peso enorme. Não vai gastar com cachorro morto, nem investir em incerteza. E quer fazer o sucessor. 2010 está aí.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Serra

Enquanto Suplicy diz que não disputa as prévias do Partido dos Trabalhadores para a sucessão de Lula, o governador José Serra se junta cada vez mais ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, de olho no Palácio do Planalto. Isso, sim, é horrível. É o velho PFL, que gosta do poder e dele sente saudades. Eu, hein?

2010

O senador paulista Eduardo Suplicy avisou ao presidente Lula que não vai disputar prévias para a sucessão presidencial de 2010. É uma pena. Políticos como Suplicy são raros.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Pesquisas

Essas pesquisas que divulgam Serra na liderança para a presidência da República, com Heloisa Helena em segundo lugar e Dilma em terceiro não servem para nada - não refletem o quadro que teremos, de fato, em 2010.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

"Fritura"

Anotem: começou a "fritura" da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A "presidenciável" não emplaca nas pesquisas e não agrada ao PT. Cá entre nós, nem cara de PT ela tem.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Serra "piracicabano"

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), "presidenciável" às eleições de 2010, tem andado muito pela região de Piracicaba. Já tinha vindo para a abertura dos Jogos do Interior. Agora veio para investimentos em Santa Bárbara D'Oeste.

As prévias

Ontem, na sessão do Senado, Pedro Simon (PMDB-RS) falou sobre a proposta de prévias nas eleições brasileiras de 2010 - idéia inspirada no modelo das eleições dos Estados Unidos. O assunto já vem ocupando espaço na mídia. O próprio "Jornal do Senado" dá bom espaço ao tema, que acho perfeitamente viável e extremamente democrático. Sabe-se que, sem as prévias, Barack Obama dificilmente teria sido o candidato dos Democratas.
Segundo Pedro Simon, "presidenciáveis naturais" como Ciro Gomes (PSB) e Heloisa Helena (PSOL) apoiam a iniciativa. Cristovam Buarque (PDT-DF) é defensor imperativo das prévias. O PSDB (que tem Aécio Neves e José Serra na disputa interna) já foi ao TSE para saber das possibilidades de prévias. E Paulo Paim (PT-RS) recebeu elogios de Simon sobre a possibilidade de, com as prévias, ser ele o candidato do PT à sucessão de Lula - não Dilma Rousseff. Sem falar que, com as prévias, que quebram as manobras dos caciques, Eduardo Suplicy (derrotado por Lula numa prévia interna) pode entrar na parada.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O (mal) exemplo de Serra

José Rocha

Fico impressionado com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que, de olho nas eleições de 2010 (já que quer ser presidente da República), não apoiou o candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin (outro eventual candidato), e subiu no palanque de Gilberto Kassab, o todo poderoso do DEM (que já foi e continua sendo o velho PFL). É bom lembrar que, quando Serra era candidato a prefeito da Capital, não dividia o palanque com Kassab, seu vice, que assumiu porque Serra eleito, não cumpriu a palavra nem o mandato; mostrou-se, em todos esses aspectos, um homem de várias caras, cujo interesse obstinado é apenas ser presidente da República. Serra come e bebe essa obstinação, passando por cima de quem lhe vier pela frente. A vítima (conformada, por obedecer ao comando do partido, e, por isso, ser ético ou submisso), foi Alckmin.
Serra, que conheci pessoalmente nos tempos de Covas, tem pela frente, antes de ser candidato, o governador de Minas, Aécio Neves, também do PSDB, que não mostrou, nessas eleições, a mesma força de transferência de voto que se imaginava dele – ele tem, afinal de contas, uma força muito grande no ninho tucano e uma aprovação de fazer inveja. Do mesmo modo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a aprovação recorde que tem, não conseguiu transferir – pelo menos como queria – seu carisma para muitos candidatos de seu partido, o PT, e de sua base, esfacelada por interesses partidários nas eleições de daqui a dois anos. E por falar em Lula, quem será o nome indicado por ele para sua sucessão? Dilma ou até o vice-presidente, José Alencar, como aventou o analista político Carlos Chagas, segundo ele numa eventual chapa com Lula de vice? A Constituição permite essa dobradinha. Mas duvido que essa dobradinha aconteça. E a conversa do terceiro mandato? É esperar para ver.
Não acredito, hoje, que Alckmin tenha força suficiente para obter o apoio do PSDB – e da eterna sombra, o DEM-PFL – visando ser ele o candidato. José Serra, incoerente, obcecado pelo poder, sai fortalecido – mais que Aécio Neves - diante de um Alckmin bem comportado e mais obediente que um cão labrador. Um Serra nada ético – e que tem a mania de não cumprir mandatos – consegue se sobressair diante de um Alckmin quase ingênuo – mas ele não é ingênuo. O que me parece é que o PSDB começa a dar os passos para 2010 dividido, rachado, como se diz no jargão político. Enquanto isso, o PT não tem um nome do peso de Lula – ou que pelo menos se aproxime do peso dele – para a sua sucessão. Dilma não tem essa força. O senador Eduardo Suplicy, tido como candidato ao governo do Estado, que poderia ser um bom nome, até porque ele circula bem entre todas as tendências representadas no Congresso Nacional, não tem o apoio do grupo majoritário do PT. Isso quer dizer que o nome do PT para a sucessão de Lula, se existe, é um mistério guardado, mas o próprio Lula, se emplacar a história do terceiro mandato, pode ser esse nome – não acredito que José Alencar, com sua saúde frágil, vá encarar uma maratona de tal porte. E Marta Suplicy, com mais essa derrota, se afundou de vez e está fora de qualquer páreo.
Muita água vai rolar daqui até as definições de quem serão os presidenciáveis para 2010, não esquecendo aqui as eleições parlamentares – para deputado estadual e deputado federal, que promete ser, com a falta de ética de nossos políticos, o que em minha terra chamamos de “saco de gatos”. Um amigo, um dia desses, veio à minha casa e me disse que o melhor candidato a presidente seria o senador Cristovam Buarque, do PDT, porque é ele o único a defender a Educação – com sobras. Meu amigo não deixa de ter razão, porque o Brasil só será um grande país quando a Educação for, de fato, prioridade. A nossa República só estará completa, como bem disse Cristovam, dias atrás, com a Educação em primeiro lugar. É esperar e sonharmos com um país melhor, quem sabe mais educado, inclusive politicamente, sem seguir o exemplo de Serra, é claro.

José Rocha é escritor, autor dos livros “Espelho quebrado”, “Batatas fritas ao sol”, “Batatas fritas ao sol II”, “O verbo por quem sofre de verborragia”, “Coração de Leão” e “A lua do meio-dia”.

E-mail: joserocha1960gmail.com