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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Livro é lançado na Lagoa dos Monteiros
















O lançamento do livro "Tua ausência", de Jorge Washington Torres Marques, foi um grande sucesso na sede da Associação dos Moradores da Lagoa dos Monteiros, em Cruz-CE.
Pelo menos 80 pessoas compareceram ao evento, organizado por Raimundo Cunha, da Biblioteca Comunitária Professora Maria Marques de Sousa, e que teve o apoio da associação de moradores, cujo presidente é Itamar Monteiro; e da Comercial Espaço Livre.
O secretário da Cultura de Cruz, Evaldo Vasconcelos, esteve presente, representado o Poder Executivo local; assim como Aline Vasconcelos, diretora da Escola Municipal Joaquim José Monteiro; professor Chagas, ex-vereador, que representou os moradores no evento; Raimundo Cunha, responsável pela organização, ele que é, ao lado de sua esposa, Ana Lúcia Feitas, quem cuida da biblioteca da comunidade, que homenageia a primeira professora dos Monteiros.
Leia mais sobre a comunidade da Lagoa dos Monteiros. Clique aqui.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Fim de papo: novo aeroporto do CE será em Camocim

A briga para saber quem fica com o novo aeroporto do Estado Ceará acabou. O novo aeroporto, que era disputado entre Cruz e Jijoca de Jericoacoara, vai ser construido em Camocim, segundo matéria publicada hoje no jornal "Diário do Nordeste". O brigadeiro Adair da Silva participou da reunião que definiu o local onde será constrído o novo aeroporto. Leia mais clicando aqui, na edição eletrônica do "Diário do Nordeste".

terça-feira, 2 de junho de 2009

Um ano de "A lua do meio-dia"

No próimo dia 4 de junho, o lançamento do meu livro de poemas "A lua do meio-dia" completa um ano. O lançamento aconteceu na Livraria Porto, em Londrina-PR, na noite de 4 de junho de 2008.

domingo, 3 de maio de 2009

Poema inspirado em Augusto Boal

A canção civil

José Rocha

As noites negras
e os dias negros
foram exilados
no espelho retrovisor de um Volkswagen.
É de manhã.
e de manhã meu dedo amputado não dói.
É de manhã,
e todas as bruxas
e todos os vampiros
foram executados na primeira hora.

Não há previsão de temporal.
Há um sol que pousa
e avermelha os automóveis.
Cirandas.
Maracatus.
Cantigas de roda.

Não há cercas.
Não há mais do que ter medo.
Não há fantasmas no paiol.
Muros e totens no chão.
Dogmas.
Obrigações.

É permitido sonhar.
Ter esperanças é permitido.

Podemos todos sair,
nós e Augusto Boal,
e comer batatas fritas
e o oferecer batatas fritas ao sol.

Podemos todos sair,
nós e todas as mães,
e decorar os clarins
da Banda de Pífaros de Caruaru.

Podemos todos sair,
nós e todos os desejos recuperados,
e tecer uma bandeira.

É de manhã
e o vigia das manhãs não está mais lá.

Podemos todos, inclusive o vigia,
escancarar os portões.

José Rocha. No livro “Batatas fritas ao sol”. Página 48. 2ª edição. São Paulo-SP, 1997

Nota do autor: O poema “A canção civil” foi inspirada nas primeiras eleições presidenciais diretas (com o voto do povo) que o Brasil teve depois da ditadura militar (1964-1985). Meu candidato era Luiz Inácio Lula da Silva e, na madrugada do dia da eleição, no segundo turno, de Lula contra Collor, escrevi este poema. Ele é uma alegoria à liberdade de expressão, ao direito do voto, à democracia. O teatrólogo Augusto Boal (foto), que faleceu ontem, no Rio de Janeiro, me inspirou na imagem de “comer batatas fritas e oferecer batatas fritas ao sol”, porque, durante o regime militar, ele foi preso durante os ensaios de uma de suas peças, comendo batatas fritas com guaraná em São Paulo. No dia em que escrevi este poema, pensei na imagem de Boal e a usei em “A canção civil” para mostrar o quanto é ruim uma ditadura. No caso do Brasil, durante a ditadura militar, vejam só, nem comer batatas fritas com guaraná em paz era possível. E viva as batatas fritas! E viva a democracia! E viva Augusto Boal!

domingo, 26 de abril de 2009

Lagoa dos Monteiros - Site no ar

O site da Lagoa dos Monteiros (onde estão todas as minhas origens paternas), povoado que fica na cidade de Cruz, no Estado do Ceará, está no ar, criado pela Quimera Brasil, de Thiago Lemos Rocha de Sousa. Para acessar o site da Lagoa dos Monteiros, clique aqui ou na foto acima.

terça-feira, 10 de março de 2009

Barrichello

Rubens Barrichello permanece na F1. É bom para ele, como profissional, um dos mais injustiçados da história da Fórmula 1, e um dos pilotos mais perfeitos em atividade. É bom para o Brasil. Registre-se que ele está escrevendo uma auto-biografia.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Um dia assim, sofrido, solitário e triste

Portugal e Finlândia jogaram hoje. Vi na TV “aqui de casa”, como dizia minha mãe, Maria Letícia Rocha de Sousa, sorrindo com o dito de uma velha amiga dela, dos tempos em que a televisão chegou ao Brasil.
Os portugueses venceram por 1 a 0, com um gol sofrido, solitário e triste de Cristiano Ronaldo no segundo tempo. Cá entre nós, Portugal vencer a Finlândia por 1 a 0, com um golzinho no segundo tempo, é mesmo coisa sofrida, solitária e triste. Eu sei que a seleção lusitana não anda lá essas coisas, mas, enfim, a Finlândia é ruim de bola e, como a gente diz no Brasil, “cada macaco no seu galho”.
Se ainda fosse na Fórmula 1, dos finlandeses Keke Rosberg, Mika Hakkinen, Kimi Haikkonen e etecétera, tudo bem, que Portugal, nas pistas, mostrou pouco até agora, e esse até agora já faz é tempo.
Mas e daí que Portugal venceu a Finlândia e que a Finlândia é melhor a 350 por hora do que Portugal entre as quatro linhas? De fato, uma coisa não tem nada a ver com a outra, e ando veementemente sem vontade de ter alguma coisa a ver com a outra. Por isso, ou por nada disso, lembro que, na Fórmula 1, Portugal já teve, por exemplo, Thiago Monteiro, sem o brilho dos “homens de gelo”, é bem verdade, mas teve. Thiago Monteiro. Ponto.
E você me pergunta: e daí, José Rocha de Sousa? E daí? E daí que hoje, dia 11 de fevereiro de 2009, bem longe da minha casa – que fica cá no interior de São Paulo -, morreu meu tio José Monteiro de Sousa – ou Zeca Marques, coisa que nunca entendi, mas isso também não faz o menor sentido, nem tem nada a ver uma coisa com a outra. O que aconteceu – e por isso escrevo - foi que hoje, em Fortaleza, morreu meu tio José Monteiro de Sousa.
Foi na casa dele que fiquei, em 2003, quando fui a Fortaleza para o lançamento do meu livro “Coração de Leão”, que conta, por minha conta, a história do meu Fortaleza Esporte Clube, que não me reconhece, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra.
Ah, o tio José Monteiro de Sousa, que morava ali no Dias Macedo, mas que tinha o coração na Lagoa dos Monteiros, lá no norte do meu querido Estado do Ceará... Soube da morte dele por telefone, depois de colocar umas bananas para amadurecer lá no porão, com Raul Seixas cantando alto (“mas é que tudo acaba onde começou”), no meio do jogo entre Portugal e Finlândia.
Minha prima Maria Cristina me avisou – desde Londrina. “Seu” Zeca, descendente direto dos portugueses Monteiros que encontraram a Lagoa dos Monteiros – no município de Cruz – “partiu hoje fora do combinado”, como bem diz Rolando Boldrin, que ontem mesmo, na TV, vi e ouvi, cantando e contando histórias com o mineiro Lô Borges e a paraense Leila Pinheiro. Zeca Marques “partiu fora do combinado” no finalzinho da tarde. Anoiteceu.
Pois, sim. Os meus Monteiros – pena que não carrego o sobrenome nos documentos – são descendentes dos Monteiros que povoaram esse pedacinho de chão do meu Ceará. Eram portugueses, quem sabe, da Ilha da Madeira, feito Cristiano Ronaldo, que não conheceu meu tio. Mas talvez fossem portugueses, como a família de Espinosa, originários da cidade castelhana de Espinoza de los Monteros – foi dali, afinal, que a família de Baruch de Espinosa fugiu para Portugal, em 1492, mesmo ano da descoberta da América de Colombo, que não era Monteiro.
Pronto. Agora todo mundo entendeu tudo – ou não entendeu nada. Mas, para mim, tanto faz. Ando mesmo, por esses dias, veementemente tanto faz – desde que fevereiro chegou, numa manhã de domingo, e levou minha sogra e amiga Benedicta Correia, velha companheira de minhas histórias, de minhas memórias, que, às vezes, me dão a impressão de vim de um outro tempo, um tempo que já não existe, que virou lembrança.
Hoje, um Monteiro virou estrela. Hoje, no céu do meu Ceará, José Monteiro de Sousa deixou mais bonita a noite enluarada desta quarta-feira, a noite bordada entre os cajueiros, ali perto, bem perto do mar – o mar dos Monteiros.
O Caminho de Santiago, que se espalha de um ponto a outro do céu, ganhou mais uma estrela: “Seu” Zeca. Uma bela estrela: uma estrela bem brasileira, com sotaque, sim, senhor, e com essa alma luso-brasileira em um dia assim, sofrido, solitário e triste, todas as nossas almas luso-brasileiras parecem, sem nem parecer, um golzinho sofrido, solitário e triste de nosso Portugal na TV “daqui de casa” – mesmo que uma coisa não tenha nada a ver com a outra.

José Rocha (Monteiro) de Sousa, filho de Manoel Monteiro de Sousa, que era irmão de José Monteiro de Sousa
11 de fevereiro de 2009

Nota do autor: Leia mais no site da Lagoa dos Monteiros. Clique aqui para acessar o site da Lagoa dos Monteiros.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Cacá Rosset e Glauco Mattoso na Gazeta

Ontem tomei uma maravilhosa aula de cultura brasileira com o ator Cacá Rosset (que está em cartaz com a peça "A megera domada" - de Shakespeare - no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo) e o poeta Glauco Mattoso - os dois no excelente programa "Todo seu", de Ronnie Von, exibido pela TV Gazeta. Foi bom demais acompanhar o debate de Ronnie, Cacá e Glauco sobre o ano de 1968 - ouvir os Beatles com os "meninos" do Revolution. Existe vida inteligente na TV do Brasil. Ufa!

terça-feira, 24 de junho de 2008

Poema do novo livro - Lagoa dos Monteiros, Ceará

Lagoa dos Monteiros

Meu tataravô chegou no berço de uma canoa.
Meu versinho lusitano vem dele ou de Lisboa.
É por conta desse gajo que faço uma rima à toa.
Quero ver o pôr-do-sol em Santo Antônio de Lisboa.

José Rocha
Poema do livro "A lua do meio-dia". Página 17. Casa do Novo Autor. São Paulo, 2008
ISBN 978-85-7712-068-0

Lagoa dos Monteiros (ou Lagoa dos Monteiro) é um povoado na cidade de Cruz, no Litoral Norte do Estado do Ceará, a 203 quilômetros de Fortaleza.

A Lagoa dos Monteiros tem esse nome por ter sido descoberta pelos portugueses Manoel Monteiro (meu tataravô paterno), Francisco Monteiro, Antônio Monteiro e José Monteiro, que ali chegaram por volta de 1871, segundo dados oficiais, mas que pesquisas mostram que a chegada de Manoel e seus irmãos pode ter ocorrido muito antes, em 1849.

A Lagoa dos Monteiros esconde uma rica história familiar, com origens em Portugal, que, no Brasil, já chega a sete gerações. O livro "A História da Lagoa dos Monteiro", de João Batista de Lima, editado em 1999, é um dos poucos documentos sobre o povoado.

Site da Lagoa dos Monteiros:
http://www.lagoadosmonteiros.com.br

Site oficial da prefeitura de Cruz-CE:
http://www.cruz.ce.gov.br/

Comunidade da Lagoa dos Monteiros no Orkut:
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=31442710


Foto: Maria Cristina de Souza Marques Veras